Gigantes da tecnologia iniciam caça às bruxas contra apoiadores de Trump

Gigantes da tecnologia iniciam caça às bruxas contra apoiadores de Trump

Em uma ação sem precedentes, o Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat suspenderam as contas do ainda presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

As plataformas já vinham sinalizando diversas publicações de Donald Trump com avisos de que continham conteúdo falso, o que interferiu diretamente na eleição para presidente dos Estados Unidos.

Porém, o incidente do protesto que resultou na invasão do Capitólio (Congresso Americano) foi o pretexto perfeito para que a caça às bruxas moderna iniciasse.

Não apenas o perfil de Donald Trump foi banido do Twitter, mas também o de grandes apoiadores seus como o general Michael Flynn, a ex-promotora federal Sidney Powell e outros perfis que a rede alega terem compartilhado informações sobre a teoria QAnon.

QAnon é uma teoria surgida em um fórum do 4Chan em 2017 que afirma que gigantes da tecnologia e políticos de esquerda estão encobrindo uma rede de pedofilia, principalmente nos EUA.

Já a Google, apesar de ter tirado alguns vídeos da conta do presidente Donald Trump do ar, ainda pretende que ele permaneça na plataforma, caso os vídeos se adequem às políticas da empresa.

Porém, a Google baniu o aplicativo do Parler da App Store, alegando que a rede social deve manter padrões de moderação na sua comunidade de usuários. A proposta do Parler é manter a plena liberdade de expressão e isso atraiu os seguidores de Donald Trump, cansados da censura nas principais redes sociais.

Além disso, o Facebook também baniu Donald Trump de suas plataformas por tempo indeterminado, o que inclui o Instagram. A rede social afirma que a punição deve durar no mínimo duas semanas, período que ele ainda está à frente do país. O Facebook disse que “os riscos de permitir que o presidente use a plataforma neste momento são simplesmente grandes demais”.

Censura Explícita

As redes sociais, que surgiram para aproximar pessoas, estão dominadas por corporações tecnológicas que ignoram direitos individuais, soberanias nacionais e que se acham no direito de moderar a própria sociedade.

Além de não manterem um ambiente onde a liberdade de expressão é plena no que diz respeito ao pensamento político, os bilionários do Vale do Silício, que se veem como seres iluminados com a missão de guiar os ignorantes que usam suas plataformas, agora se acham no direito de intervir nas eleições da maior potência econômica do mundo.

Entre a tutela do Estado Brasileiro e as tiranias dos metacapitalistas da tecnologia, ainda é mais prudente confiar nos políticos nacionais, que são pessoas de carne e osso, contra quem se pode apelar, pressionar e manifestar. Já os bilionários do Vale do Silício ultrapassaram todos os limites da insensatez e adentraram na megalomania, gerindo empresas que mais parecem com as corporações distópicas da ficção científica. Nesse diapasão, a urgente regulamentação da atuação das redes sociais no Brasil passa a fazer sentido.

Se Donald Trump, que é presidente dos EUA até o dia 20 de janeiro, pode ser silenciado por todas as grandes redes sociais do mundo, o que nos dias de hoje equivale a ficar incomunicável, o que será das pessoas comuns que usam essas plataformas?

Foto: Isac Nóbrega/PR

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