Força do Bolsonarismo pôde ser sentida nas ruas do Brasil

Força do Bolsonarismo pôde ser sentida nas ruas do Brasil

Coluna do Diego Lagedo: Enganam-se os comentaristas que acham que o presidente Jair Bolsonaro e o seu governo estão com a popularidade em baixa. É indiscutível que, para chegar ao poder, Bolsonaro contou com os votos do eleitorado conservador e com votos de eleitores de centro. Em que pese o fato de que a popularidade do presidente flutua para mais ou para menos no campo do centro, ela permanece intacta entre o eleitorado conservador. A forte presença do povo nas ruas do Brasil no último sábado (01) para apoiar o presidente é a prova cabal disso. Se, para alguns comentaristas, Lula estará invariavelmente no segundo turno da eleição presidencial de 2022 caso venha a concorrer, não restam dúvidas de que Bolsonaro também deve estar. Não é possível prever com exatidão quem será eleito presidente no próximo ano, mas fica a questão: qual dos dois ainda leva o povo às ruas e qual deles ainda pode sair de cabeça erguida pela rua?


Carreata: No Recife, a carreata em apoio ao Bolsonaro e ao voto impresso acrescentou a pauta da defesa das causas da Família Cristã, tendo contado com uma participação expressiva de pessoas. Já no Brasil, tiveram destaque as manifestações de São Paulo e do Rio de Janeiro, que levaram multidoes às ruas.

Tércio: A deputada Clarissa Tércio (PSC) acompanhada do vereador Júnior Tércio (Podemos) e do pastor Francisco Tércio, teve grande destaque na manifestação do Recife. Ela foi responsável por ler o texto de abertura da carreata na Imbiribeira e foi muito requisitada para tirar fotos com seus apoiadores.

Eleições 2022: Em entrevista ao programa Cidade em Foco, com participação do Pernambuco em Pauta, o deputado André de Paula (PSD) não descartou apoiar José Neto para governador em 2022, mas reconheceu que o nome natural da Frente Popular é Geraldo Julio (PSB). Muitos deputados da base defendem o lançamento de outro nome que não seja o ex-prefeito do Recife, e José Neto é alternativa preferida deles.

Araújo: O ex-ministro das Relações Exteriores cobrou que o Governo Bolsonaro volte a seguir a linha conservadora que o levou ao poder. Para Ernesto Araújo, o Governo não deve se restringir à realização de reformas técnicas, mas também defender as pautas sociais que constituem a sua essência política.


Diego Lagedo é historiador e especialista em Gestão Pública. A sua coluna aborda temas políticos e é publicada de segunda a sábado.

Foto: reprodução/Facebook.

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