Covidão do Recife volta a atormentar gestão de Geraldo Júlio

Covidão do Recife volta a atormentar gestão de Geraldo Júlio

Coluna do Diego Lagedo: Os escândalos do Covidão do Recife estão longe de acabar. Nessa terça-feira (08), o Ministério Público Federal indiciou o ex-secretário de Saúde da gestão de Geraldo Júlio (PSB) no Recife, Jailson Correia, além de um ex-diretor, uma ex-coordenadora e dois empresários que firmaram contratos com a Prefeitura do Recife. Dessa vez, as denúncias são fruto da Operação Bal Masqué, que investiga os crimes nos contratos para a compra de EPIs e camas hospitalares com recursos do SUS durante a pandemia de Covid-19. O MPF apontou que o ex-secretário Jailson Correia recebeu R$ 73.900 em depósitos de origem desconhecida, enquanto o ex-diretor Felipe Bittencourt teria recebido R$ 5 mil nas mesmas condições. Parece que os fantasmas do Covidão do Recife ainda irão atormentar a gestão de Geraldo Júlio por muito tempo, o que pode tirar o ex-prefeito da disputa pelo Governo de Pernambuco em 2022.


Antonio Coelho: O deputado Antonio Coelho (DEM), líder da oposição na Alepe, estranhou que os parlamentares de esquerda não queiram assinar a CPI para apurar de onde partiu a ordem para a PM dispersar a manifestação contra Bolsonaro no Recife. Parece que a CPI desmontou o discurso da esquerda, que queria usar o fato para se vitimizar mas não quer comprometer a aliança com o PSB.

Eduardo da Fonte: O deputado Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP, afirmou que o partido pretende fazer 15 deputados estaduais e 5 federais em 2022. Apesar de muitos líder partidarios superestimarem as estimativas para estimular os membros da chapa, é inegável que Eduardo da Fonte tenha condições de fazer a maior bancada da Alepe no próximo ano, tendo em vista que o PP já tem 11 deputados estaduais.

Michele Collins: A vereadora Michele Collins (PP) conseguiu articular a derrubada de 4 emendas do PSOL à LDO na Câmara do Recife que incluíam nas diretrizes orçamentárias as temáticas da ideologia de gênero e priorizavam a chamada política de “redução de danos” no uso de drogas.

Bolsonaro: O presidente Jair Bolsonaro esteve reunido com o presidente do STF, Luiz Fux, para debater sobre a próxima indicação para a vaga do ministro Marco Aurélio, que deve se aposentar no começo de julho. O nome mais cotado para assumir a vaga é o do atual advogado-geral da União, André Mendonça, que é evangélico.


Diego Lagedo é historiador e especialista em Gestão Pública. A sua coluna aborda temas políticos e é publicada de segunda a sábado.

Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

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