Lula quer voltar à Presidência mas não teria condições de governar o Brasil

Lula quer voltar à Presidência mas não teria condições de governar o Brasil

Coluna do Diego Lagedo: O ex-presidente Lula (PT) teve suas condenações anuladas com um único propósito: derrotar Bolsonaro em 2022. Em desespero por falta de alternativas, o sistema recorreu ao único nome que tinha e aproveitou o momento de distração do povo com a Pandemia para destruir a Operação Lava-jato.

Apesar de todas as artimanhas, o establishment não se atentou para o fato de que Lula não teria a mínima condição de governar o Brasil caso fosse eleito novamente. A direita já mostrou que tem uma força orgânica que independe de qualquer liderança central para ir às ruas e fazer pressão política. Lula sentirá essa força quando aparecer como candidato e, caso vença, vai ter a oposição mais ferrenha que já viu na vida. Além disso, um novo elemento precisa ser adicionado à conta, os caminhoneiros.

Após as manifestações do 7 de setembro, os caminhoneiros fizeram paralisações na maioria dos estado do Brasil em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. O movimento não precisou de uma liderança ou de ordem, foi totalmente espontâneo. A paralisação só diminuiu a pedido do presidente da República, que não quer atingir a economia brasileira. Não é difícil de imaginar que mobilizações de caminhoneiros podem parar o país em protesto contra Lula caso ele seja eleito, o que seria devastador para o país como um todo e encurtaria a estadia do petista em Brasília.

Sem dúvidas, a situação que Lula encontraria em 2023 ao assumir a Presidência da República seria muito diferente da que encontrou em 2003. Nos dois mandatos que teve, Lula só sofreu uma oposição mais forte do PFL/DEM, pois o PSDB tinha uma relação quase fraternal com o PT, ainda que não fosse recíproca. Em 2023, Lula encontraria uma direita volumosa, engajada e capaz de parar o país para pedir o seu impeachment.

Caso vença em 2022, Lula já assumirá a Presidência com os dias contados.


Receita: Em uma ação de execução fiscal, a Receita Federal acusou o ex-presidente Lula de sonegação fiscal, fraude e conluio em recebimento de propina. O órgão apontou que Lula teria deixado de declarar R$ 1,25 milhão que teria recebido em serviços feitos pelas empreiteiras OAS e Odebrecht nas reformas do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia.

Heleno: O general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, gravou um vídeo para defende a decisão do presidente Jair Bolsonaro de buscar o diálogo com os demais Poderes. Segundo Heleno, a atitude de Bolsonaro provou que ele é um defensor da democracia e que as alegações da esquerda de que Bolsonaro pretendia dar um golpe eram uma farsa.

Harmonia: O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), defendeu que os Três Poderes precisam se unir para vencer as crises sanitária e econômica. Lira teve uma participação fundamental na defesa do presidente Jair Bolsonaro ao descartar a possibilidade de colocar os pedidos de impeachment do presidente em votação.


Diego Lagedo é historiador e especialista em Gestão Pública. A sua coluna aborda temas políticos e é publicada de segunda a sábadosendo replicada em diversos blogs de Pernambuco.

Foto: ABr.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Instagram