CPI da Pandemia investigou tudo, menos a corrupção

CPI da Pandemia investigou tudo, menos a corrupção

Coluna do Diego Lagedo: A CPI da Pandemia no Senado encerrou os trabalhos e o parecer foi apresentado pelo seu relator, Renan Calheiros (MDB), nessa quarta-feira (20). No documento, o senador pediu 68 indiciamentos, incluindo o do presidente da República Jair Bolsonaro.

Apesar de senadores governistas se articularem para apresentar um substitutivo, a tendência é que o parecer original seja aprovado, pois a oposição tem maioria na comissão. O documento será enviado para o Ministério Público e a Câmara dos Deputados, mas a PGR deve desconsiderar as denúncias feitas contra Bolsonaro.

A CPI se preocupou muito mais em constranger e gerar fatos contra o Governo Bolsonaro do que em apurar verdadeiros casos de corrupção que aconteceram durante a Pandemia. Basta observar que uma CPI da Pandemia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte quebrou os sigilos eletrônico, fiscal e bancário do secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas, para investigar um calote milionário que os estados sofreram com a compra de respiradores. Esses fatos não foram apurados no Senado e Gabas foi protegido na CPI.

A impunidade segue sendo a regra no Brasil e o circo só foi armado para influenciar a eleição de 2022 em favor de Lula.


Ramal do Agreste: Nessa quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro vem ao município de Sertânia, em Pernambuco, para inaugurar o Ramal do Agreste, que levará água a 68 municípios do estado e beneficiará 2 milhões de pernambucanos. O evento acontecerá às 12h e deve contar com a presença de políticos aliados do presidente em Pernambuco.

Auxílio Brasil: O ministro da Cidadania, João Roma, afirmou que o Auxílio Brasil terá um aumento de 20% em relação aos valores que os beneficiados do Bolsa Família já recebem atualmente. O benefício está previsto para começar a ser pago já no mês de novembro desse ano.

Eleições: O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM) fará uma série de debates e encontros que deve alcançar cerca de 70 municípios de Pernambuco. “É preciso entender cada realidade, ouvir o que a população sente de perto para assim construir uma agenda de soluções para tirar o nosso Estado dessa atual situação de atraso”, disse Miguel Coelho, que é pré-candidato a governador.


Diego Lagedo é historiador e especialista em Gestão Pública. A sua coluna aborda temas políticos e é publicada de segunda a sábadosendo replicada em diversos blogs de Pernambuco.

Foto: Agência Senado.

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