Desemprego em Pernambuco: Uma Tragédia Social

Desemprego em Pernambuco: Uma Tragédia Social

Por Márcio Borba: Segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, divulgada em agosto próximo passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o Estado de Pernambuco amargou no 2° trimestre de 2021, a pior taxa de desemprego do Brasil: 21,6%. 

O Brasil na pesquisa pontuou 14,1% de taxa de desemprego. A taxa pernambucana é 53,1% maior que a taxa nacional. 

No Nordeste (Pernambuco incluído) o desemprego ficou em 18,68%. Em relação ao Nordeste, a taxa pernambucana é 15,63% maior do que a regional.  No Nordeste observamos estados como a vizinha Paraíba que apresentou uma taxa de 14,9%, próxima da nacional.

Focando na região Sul, encontramos a taxa regional de 8,2%. A menor dentre todas as regiões. Sudeste 14,5%, Norte 14,0, Centro Oeste 11,6% completam a pesquisa.

O melhor desempenho foi de Santa Catarina com apenas 6,2% de taxa de desemprego.

Ou seja, a região Nordeste apresentou o pior desempenho dentre todas as regiões e Pernambuco foi o pior estado da região Nordeste e do Brasil.

Nesta pandemia, em função da decisão do Supremo Tribunal Federal – STF em conceder aos governadores a autoridade para também determinar planos e programas de enfrentamento da pandemia, na prática, ficamos reféns das escolhas dos nossos governantes. 

A julgar pelo sintomático índice de desemprego, o nosso governador tomou as piores decisões dentre todos os governadores. 

Estamos falando de estimados 885 mil trabalhadores pernambucanos que, numa média de 04 pessoas por família, totaliza 3,54 milhões de seres humanos sem a fonte de seu sustento. Antes de ser um dado econômico catastrófico é uma tragédia social. 

Uma das faces mais visíveis e dolorosas deste holocausto do emprego em Pernambuco é a quantidade de pessoas nas ruas das cidades pedindo ajuda. Famílias inteiras em completo desalento e sem qualquer assistência social.  

As classes produtoras e trabalhadoras pernambucanas clamaram no deserto pela flexibilização da redução da atividade econômica, dos lockdowns intermináveis, do fechamento dos Shoppings, feiras livres, comercio varejista, incluindo bares, restaurantes e atividades profissionais. Nem as Igrejas, onde os frequentadores são famílias que vivem sob o mesmo teto, escaparam da dose errada do remédio errado. 

Sob qualquer comparação ou análise, visto que todos os estados enfrentaram os mesmos desafios, neste aspecto, o governo de Pernambuco fracassou.

Está constatação gera em todos nós um misto de tristeza, lamento e revolta, porém, nos 885 mil irmãos pernambucanos desempregados e suas famílias, gera fome, desespero e desalento. 

Não sem razão a região Nordeste foi a de pior desempenho dentre todas as regiões e o estado de Pernambuco o pior dos piores. É que ideologia na economia empobrece, adoece, gera fome, desemprego e mata. 

Cuba, Venezuela e Argentina que o digam.


Marcio Borba é economista e Presidente da Sociedade Pernambucana de Planejamento Empresarial – SPPE.

Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR.

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