Disputa acirrada entre Miguel e Raquel se reflete na formação das chapas majoritárias

Disputa acirrada entre Miguel e Raquel se reflete na formação das chapas majoritárias

Coluna do Diego Lagedo: A disputa pelo Governo de Pernambuco segue cada vez mais acirrada. Porém, com a pulverização de candidaturas, muitos pré-candidatos se viram em dificuldade para montar chapas fortes com nomes competitivos.

Dentre todos os pré-candidatos, Miguel Coelho (UB) e Raquel Lyra (PSDB) parecem ter adotado estratégias semelhantes para a montagem e equilíbrio das suas chapas. Essa movimentação também está sendo marcada por uma série de avanços sobre as bases eleitorais uns dos outros.

Miguel Coelho, que é de Petrolina, escolheu uma mulher forte do agreste para ser sua vice, a deputada Alessandra Vieira (UB), que é de Santa Cruz do Capibaribe. Já para senador, o nome que se coloca na chapa de Miguel é o de Carlos Andrade Lima (UB), que foi candidato a prefeito do Recife em 2020.

Raquel Lyra seguiu o mesmo caminho e escolheu uma deputada forte do Recife como vice, Priscila Krause (Cidadania). Já para senador, Raquel lançou Guilherme Coelho (PSDB), que já foi prefeito de Petrolina e é de um outro ramo da família do próprio Miguel Coelho.

A disputa deve se acirrar ainda mais após o início da campanha, com visitas e eventos nas bases dos adversários e o início do período eleitoral. Nesse embate, a força de Raquel em Caruaru terá que fazer frente ao grande tempo que Miguel terá na propaganda eleitoral.

A eleição desse ano será uma briga de titãs e a equação fica ainda mais complicada quando se lembra que o jogo ainda terá a participação de Anderson Ferreira (PL), Danilo Cabral (PSB), Marília Arraes (SD) e outros candidatos menos conhecidos.


Diego Lagedo é historiador e especialista em Gestão Pública. A sua coluna aborda temas políticos e é publicada de segunda a sábadosendo replicada em diversos blogs de Pernambuco.

Fotos: divulgação.