Renato Antunes sobe o tom e denuncia mais uma manobra do PSB no Recife

Renato Antunes sobe o tom e denuncia mais uma manobra do PSB no Recife

As últimas semanas estão sendo de ritmo acelerado na Câmara Municipal do Recife. Enquanto a base governista tenta emplacar as pautas propostas por Geraldo Júlio, nos seus últimos dias como prefeito da cidade, a oposição tenta de todas as formas barrar o domínio da artilharia do PSB. Nesta segunda-feira, após mais um embate na Casa José Mariano, o líder oposicionista vereador Renato Antunes (PSC) subiu o tom e criticou o que chamou de mais uma manobra psbista.

“O que vale aqui é a pauta imposta daquele que comanda o executivo da cidade. Rasgamos os princípios republicanos e o que vale aqui é a palavra do prefeito.  É como se o poder legislativo diminuísse sua capacidade e seu protagonismo de governar a cidade ao lado de, e não atrás de. A forma como é pautado muita coisa nesta Casa, mostra para sociedade o papel coadjuvante que essa Câmara está adotando, por falta de capacidade de dizer não.  Estamos dando um péssimo recado, dizendo que aceitamos tudo que a prefeitura nos impõe. É uma vergonha, estamos rasgando nosso regimento. Votei não, os poderes são autônomos e independentes. Mas hoje, essa relação é de subserviência”, disparou o vereador Renato Antunes (PSC).

Tema central da revolta de parlamentares da oposição, os projetos de lei a que o requerimento se refere para pedir as reuniões Extraordinárias são de autoria do Poder Executivo. Os números deles são: PLE 5/2020, que dispõe sobre o desmembramento e posterior ampliação da Zeis Ibura e Jordão; o PLE 24/2020, que acrescenta o artigo 15-a, da Lei Municipal nº 16.719, de 30 de novembro de 2001; e o PLE 25/2020, que promove a reestruturação da administração direta e indireta do município do Recife, extingue e transforma cargos comissionados e funções gratificadas, e dá outras providências. O vereador Renato Antunes pediu vistas, mas o presidente da Câmara Municipal do Recife, vereador Eduardo Marques (PSB), não concedeu.

“Pouco antes de meu discurso, o líder do governo, vereador Eriberto Rafael (PP), disse que a tramitação dos projetos se justifica na precedência de um caso semelhante, ocorrido há oito anos, quando um projeto de reforma administrativa para a gestão de Geraldo Julio foi votada ainda na gestão do então prefeito João da Costa. Um erro não pode justificar o outro. Não podemos continuar errados”, disse.

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