Oficinas, debates, dança, música e muita cultura produzida por mulheres. A 1a edição do Damas da Arte – Festival de Cultura Popular demonstrou mais uma vez a potência do empoderamento feminino, quando o assunto é a cultura criativa. Durante três dias de evento, o Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, recebeu cerca de duas mil pessoas, que participaram de painéis de debates, oficinas e apresentações, além de curtirem a feira de artesanato.
“O festival Damas da Arte foi um sucesso, conseguimos alcançar o nosso objetivo. Com uma programação integralmente feminina, potencializamos a visibilidade e o protagonismo de artistas e empreendedoras. O festival provou ser uma poderosa ferramenta de transformação social e de fortalecimento da economia criativa. A expectativa devido ao seu impacto e relevância, o evento se firma permanentemente no calendário cultural oficial do estado”, ressalta Laíse Souza, coordenadora geral do evento.
Ainda segundo ela, a produção do Festival já se prepara para a segunda edição, que deve reunir mais expressões artísticas como moda, grafite, cinema, entre outras. “A importância e o impacto do festival foram além da programação. A gente pode tratá-lo como um encontro na luta pela equidade de gênero no meio artístico, atuando como catalisador de visibilidade e reconhecimento, oferecendo espaços de protagonismo para artistas e empreendedoras. A nossa meta sempre foi inspirar, impulsionar e fortalecer a rede de colaboração entre mulheres, garantindo espaços de fala, representatividade e valorização das fazedoras de cultura”, pontuou.
O festival Damas da Arte foi contemplado no edital da Lei Aldir Blanc (PNAB-PE), reforçando o papel das mulheres na cultura, promovendo intercâmbio e novas oportunidades para a arte pernambucana.
Foto: Nicole Rodrigues
