Jovens neurodivergentes do Instituto Dimitri Andrade atuarão em vendas na MADE Pernambuco

Jovens neurodivergentes do Instituto Dimitri Andrade atuarão em vendas na MADE Pernambuco

Participação na feira de artesanato, arte e design autoral integra projeto de emprego apoiado, que busca desenvolver habilidades profissionais e ampliar a inclusão de pessoas autistas no mercado de trabalho.

Jovens com autismo e outras neurodivergências participantes do projeto de emprego apoiado do Instituto Dimitri Andrade terão a oportunidade de vivenciar uma experiência prática de trabalho durante a 18ª edição da MADE Pernambuco, feira de artesanato, arte e design autoral que acontece de 27 de outubro a 9 de novembro de 2026, no piso L3 do Shopping RioMar, no Recife. Com entrada gratuita, a mostra reúne produtores, artistas e pequenos empreendedores locais.

Durante o evento, os participantes atuarão na venda de produtos e no atendimento ao público no estande do Instituto Dimitri Andrade, onde serão comercializados copos e quartinhas de barro pintados. A iniciativa permitirá que os jovens desenvolvam habilidades como comunicação, organização, responsabilidade e relacionamento com os clientes, com acompanhamento e suporte ao longo das atividades.

Criado pela psicóloga Frínea Andrade, fundadora e diretora do Instituto Dimitri Andrade, o projeto de emprego apoiado busca promover a inclusão profissional, autonomia e geração de renda para pessoas neurodivergentes.

“Este é o nosso primeiro ano participando da MADE Pernambuco com o projeto de emprego apoiado. A iniciativa permite que os participantes vivenciem, na prática, atividades ligadas ao atendimento e às vendas, sempre com acompanhamento e suporte durante todo o processo. A experiência contribui para o desenvolvimento de habilidades profissionais, fortalece a autonomia e amplia as possibilidades de inserção no mercado de trabalho”, afirma Frínea.

Emprego apoiado e inclusão profissional

O emprego apoiado é uma metodologia de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, baseada no acompanhamento individualizado e no suporte contínuo. A proposta considera as habilidades e necessidades de cada pessoa para favorecer sua adaptação ao ambiente de trabalho e ampliar suas possibilidades de permanência e crescimento profissional.

Os jovens que atuarão na MADE Pernambuco passaram por preparação prévia nas atividades desenvolvidas pelo Instituto Dimitri Andrade. A participação na feira integra um processo terapêutico e educacional voltado ao desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação, responsabilidade e independência.

Além da MADE, o Instituto leva o projeto a outros espaços, como a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) e congressos. A instituição também mantém parcerias com empresas para favorecer a contratação de adolescentes e adultos autistas em funções compatíveis com seus perfis e habilidades.

Segundo Frínea, os resultados já podem ser observados na trajetória de participantes que avançaram para o mercado de trabalho formal. “Jovens que iniciaram sua experiência profissional no projeto hoje estão empregados, após um processo de treinamento e preparação que também envolve as organizações contratantes”, explica Frínea Andrade.

Para a psicóloga, os benefícios do trabalho vão além da geração de renda. “A atividade profissional pode favorecer a socialização, fortalecer a autoestima e ampliar a autonomia, contribuindo para a qualidade de vida das pessoas autistas”, destaca a psicóloga Frínea Andrade, diretora do Instituto Dimitri Andrade.

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